E, quem diria, eu falando de futebol!
Não entendo nada (e confesso que não tenho muita paciência prá assistir). Mas tenho muito respeito e admiração pelo esporte e por quem o pratica.
Este post é uma pequena homenagem aos pequenos atletas aos quais fotografei, quase que por acaso, quando regulava minha câmera durante uma festa de casamento em Mariana, MG, e, é claro, a todos os apaixonados por esse esporte.
O Futebol
Para estufar esse filó, como eu sonhei,
Só se eu fosse o Rei
Para tirar efeito igual ao jogador
Qual compositor
Para aplicar uma firula exata que pintor
Para emplacar em que pinacoteca, nega
Pintura mais fundamental que um chute a gol
Com precisão de flecha e folha seca
Parafusar algum joão na lateral
Não quando é fatal
Para avisar a finta enfim quando não é
Sim no contrapé
Para avançar na vaga geometria o corredor
Na paralela do impossível, minha nega
No sentimento diagonal do homem-gol
Rasgando o chão e costurando a linha
Parábola do homem comum roçando o céu
Um senhor chapéu
Para delírio das gerais no coliseu
Mas que rei sou eu
Para anular a natural catimba do cantor
Paralisando esta canção capenga, nega
Para captar o visual de um chute a gol
E a emoção da idéia quando ginga
(Para Mané para Didi para Pagão para Pelé e Canhoteiro)
(Chico Buarque)

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